11.8.17

O vestido de noiva da mãe

Quando era miúda sonhava casar-me com o vestido de noiva da minha mãe. Era lindo! Lembro-me de lhe pedir para o ver e de o querer vestir umas quantas vezes. Experimentei-o quando tinha uns 13 anos. Por volta dos 16-17, voltei a vesti-lo e logo percebi que não era para mim. Como temos uma constituição física diferente, o vestido dava-me pelos tornozelos e já apertava bastante.
A minha pequenina também já tem fascínio pela indumentária dos casamentos. Acho que está no imaginário de qualquer criança porque se assemelha em tudo aos contos de fadas. Para ela tudo o que é preto e branco é um casamento. Eu e o pai somos um casamento, mas se ela estiver com uma t-shirt branca e eu com uma preta também somos um casamento. Ela suspira quando vê as nossas fotos e diz que ela estava na minha barriga. É uma forma de se incluir nos momentos em que ainda não estava presente. Na verdade, até estava na minha barriga, tendo em conta que cada mulher já os seus óvulos desde que nasce. Bom, o facto é que ela falava imenso no meu vestido e eu já lhe tinha prometido que lho mostrava. Como ele ficou guardado na casa da minha mãe, agora que cá viemos passar uns dias foi a altura certa. Que animação! Não só quis vesti-lo como quis passear com ele pela casa. Já foi suficientemente pesado para mim, mas ela não quis saber. Lá andei eu a ajudá-la, qual madrinha de casamento, a desviar as coisas à sua passagem. Coitadinha, estava encantada como se fosse uma princesa. Ao contrário de mim, que não tenho qualquer registo a usar o vestido da minha mãe, resolvi assinalar o momento com umas fotos. Vai ser giro mostrar-lhe isto quando for mais velha.

8.8.17

As pranchas

Antes de engravidar eu frequentava regularmente o ginásio. Fazia musculação, cardio, spinning e aulas de ginástica localizada. Depois, o obstetra pediu-me para parar. Eu já tinha 35 anos e não queríamos arriscar. Podia não acontecer nada ou até podia acontecer. Na dúvida, parei e até agradeci. No primeiro trimestre, o meu pior sintoma foi mesmo o sono intenso. Por isso, ficar a descansar soube mesmo bem! 
Depois da Maria Victória chegar, fiz várias tentativas de regressar ao exercício. Até tinha a coisa facilitada porque tenho um ginásio em casa, mas a coisa não se deu como eu queria. Sempre tive problemas em descansar de noite porque a Maria Victória acordava 2 vezes por noite até há bem pouco tempo. Para além disso, tenho um trabalho a tempo inteiro desde que ela tinha 1 mês. Tudo vinha antes de mim! Primeiro, a criança, depois o trabalho, depois a gestão da casa e, por fim, eu! Depois, veio um problema de saúde, mais 7 kg em cima e uma apatia que me impedia de ter qualquer interesse em mim. Já havia pouco e entretanto desapareceu. 
Hoje, já gosto mais de mim, já perdi 6 kg e trabalho para perder os 3 ou 4 que me faltam. O problema é que o tempo continua a escassear. 
Não adianta eu querer definir objectivos inatingíveis. Sinceramente, eu até podia retirar algum tempo ao trabalho ou à criança para ir malhar. Não era mal nenhum! Acho que, se investirmos em nós, até estamos a investir em toda a família. Mas eu é que não quero, para já, tirar mais tempo à minha filha, nem tirar-me tempo com ela. E descobri a actividade ideal para alguém como eu.
Lembro-me daquilo que mais me custava fazer nas aulas do ginásio: as pranchas. É um exercício super completo e não requer quase nada. Só precisamos de chão, vontade de fazer pranchas e de alguns segundos. Acabaram-se as desculpas para fazer exercício!! 

Quais são, então, as vantagens de fazer pranchas:

1. Define o abdómen. 
Atenção barrigas flácidas!!! Fazer pranchas diariamente torna os músculos abdominais mais fortes, mas também os músculos que lhe estão associados dos lados, costas, nádegas, ombros e braços.


2. Melhora a postura
Acho que a pior sequela da minha gravidez e maternidade foi mesmo a minha postura curvada. E fui alimentando isso enquanto dava colo constantemente à minha filha. Ao fortalecermos os abdominais, também vamos melhorar a postura.

3. Melhora o equilíbrio
Abdominais fortalecidos também ajudam ao equilíbrio e estabilidade.

4. Aumenta o metabolismo
O segredo para aumentar o seu metabolismo é desenvolver os músculos que irão queimar calorias mesmo quando estamos em repouso.

5. Previne dores nas costas
Dores nas costas podem ser consequência de um abdómen fraco. Quando o seu abdómen ficar mais forte, as costas irão doer menos.

6. Coxas e nádegas perfeitas
Além dos braços ficarem fortalecidos e obter um abdômen perfeito, a prancha abdominal também fortalecerá a parte de trás das coxas e as nádegas.

7. Alivia o stress
Encontrei, então, umas 100 aplicações para telemóvel que ensinam e guiam como fazer pranchas. Estou a experimentar e estou a adorar. Começa-se com poucos segundos, mas custa. E todos os dias aumentamos mais um pouco. Ainda não acabei o primeiro desafio mas a verdade é que todos os dias aguento um pouco mais. A vantagem disto é que não precisamos de nos propor a fazer coisas completamente irrealistas. Assim, fazemos pouco a pouco, dia após dia.



É isto que as pranchas prometem. Convencidas?

29.7.17

Obstipação infantil

Este tema não é novo cá em casa. Desde bebé que a Maria Victória sofria de obstipação. Sempre me foram dizendo que era normal, que quando iniciasse a diversificação alimentar que iria passar. Não passou e até piorou. Enquanto bebé, tinha que recorrer ao Bebegel e lá ia resolvendo o problema. Mas com 2 anos já não era fácil aplicar-lho.
Sempre achei este caso de obstipação um mistério. Ela bebia e bebe imensa água, comia e come sopa a todas as refeições, legumes em todas as refeições, bastante activa... não se compreendia aquelas fezes secas, duras e às bolinhas. Como devia ser doloroso, ela já se recusava a fazer cocó. Até podia ter vontade, mas não ia fazer. E piorava mais a coisa.
Falei com outras mães que não me deram grandes esperanças. As suas filhas (sempre meninas) mantinham uma alimentação saudável mas também tinham medo de fazer cocó. E cresceram com esse problema.
Experimentei tudo o que havia na farmácia e nada resultou. Até que um dia me mostraram o Movicol. Após uma semana de uso, escrevi aqui os fantásticos resultados que estávamos a ter. Mais de meio ano depois, posso assegurar que esse medicamento mudou as nossas vidas.
O Movicol pediátrico é um pó branco com sabor a chocolate. Eu misturava no leite porque acho que combina melhor do que com água. Bastaram dois dias para regular o intestino, apesar de ter usado Movicol mais algumas vezes em situações pontuais. Apesar de raramente usar, faço questão de ter sempre em casa e de o levar sempre connosco "não vá o diabo tecê-las".
O maior benefício, para além de regularizar o intestino, foi realmente retirar o medo da ida à casa de banho. Era uma autêntica tortura! Hoje faz cocó todos os dias, sem qualquer problema ou hesitação. Se num determinado dia não faz (porque não bebeu tanta água ou porque está doentinha) não vou a correr dar-lhe o Movicol. Espero sempre até ao dia seguinte e ela vai à casa de banho naturalmente. Eu penso que só pode ser usado por crianças a partir de 2 anos, mas falem com o vosso pediatra e aconselhem-se sobre o Movicol. Connosco foi rápido e eficaz.
Outra coisa que tenho reparado é que a evacuação é mais rápida quando ela usa o seu bacio da Imaginarium. Ela já usa as nossas sanitas, mas quando vai lá fazer cocó demora sempre muito tempo. Então ela vai para o seu bacio e faz de imediato. Acredito que seja porque fica com os pés um pouco mais elevados e isso facilita a evacuação. Tal como acontece connosco, como já expliquei aqui.
Espero ter ajudado.


23.7.17

Fomos ao Zoo

Hoje fomos ao Zoo!
Aqui em casa adoramos animais! Acho que todas as crianças têm fascínio por animais. As fábulas com os adormecemos, os desenhos animados e os peluches com que brincam ajudam a alimentar o imaginário.
Como nós temos acesso muito facilitado ao meio rural, os típicos animais da quinta já não são segredo para a Maria Victória. Já viu galinhas, galos, coelhos, porcos, vacas, ovelhas, cabras, cavalos, éguas... e até já andou de burro!
Quando lhe disse que íamos ao Jardim Zoológico, ela ficou numa excitação enorme para ver vacas. Mal ela sabia que ia ver muito mais...
Ainda hoje, antes de sair de casa, estávamos em dúvida sobre que Zoo visitar: Zoo da Maia ou o Zoo Santo Inácio. Lancei o desafio na página do facebook e a resposta foi massiva. Todos recomendaram o Zoo Santo Inácio. Não havia dúvidas!
Curiosamente, eu já tinha estado no Zoo Santo Inácio em 2004. Tinha menos animais, lembro-me de que andei imenso porque devia estar mais vazio. A ideia que ficou é que era mais uma quinta do que propriamente um Zoo. 13 anos depois regresso e estou realmente impressionada.
O Zoo Santo Inácio está a apenas a 10 minutos do centro do Porto, em Vila Nova de Gaia. Tem o objetivo de aproximar a comunidade da Natureza e da Vida Selvagem, alertando para a crescente importância da Conservação das Espécies Animais de todo o Mundo.
Tem bares, restaurantes, casas de banho com fartura, muitas sombras e áreas de descanso e muitos animais. É o local ideal para fazer um passeio em família (ou com os amigos, como eu fiz em 2014) e as crianças adoram!
Não me vou alongar mais em descrições porque o ideal é que o visitem. É com as nossas visitas que estes espaços se mantêm, que alimentam os seus animais e lhes proporcionam tudo o que precisam. Não vão uma só vez. Vão muitas. E o Zoo da Maia é o próximo que vamos visitar.















Pausa para o geladinho... 🍦




Cunhámos uma moeda










Fiquei à porta


Uma Mara entre maras



20.7.17

Os filhos do Cristiano Ronaldo

Até parecia mal eu não vir cá dar o meu palpite sobre os filhos do Cristiano Ronaldo. Parece que toda a gente tem uma opinião e a minha até poderá ser surpreendente. Sinceramente, não vejo mal nenhum em "encomendar" os bebés. Então e porquê?

- Ele quis ser pai e um país permitiu-lhe que o fosse de forma legal;
- Sendo ele milionário, como saberia ele distinguir uma mulher que o amasse de verdade e que quisesse ter filhos com ele pelos motivos certos de uma pistoleira? Que estabilidade teriam os filhos nessas circunstâncias?
- Porque é que ele não pode ser pai solteiro? Há tantas mulheres e homens por aí que negam aos outros pais a possibilidade de exercerem a paternidade / maternidade plenas. A única diferença é que essas crianças provavelmente sabem quem é o seu pai ou mãe;
- Sendo eu mãe e filha, sei perfeitamente o papel que uma mãe desempenha na vida de um filho. E aqueles que perderam a mãe no parto? Ou cedo na vida? Provavelmente, também tiveram a referência de uma Dona Dolores.;
- Qual é o problema de ser a Dona Dolores a cuidar do menino? E se for uma madrasta? Os padrastos e madrastas não são capazes de amar filhos que não são deles? Só os pais biológicos? Claro que não;
- O que distingue o Cristiano Ronaldo dos casais de lésbicas que vão a Espanha fazer inseminações artificiais, privando as crianças de um pai, de uma figura masculina?
- Filhos que crescem com pai e mãe juntos não têm a garantia de que qualquer um deles seja uma boa referência seja do que for. Há pais e pais e há mães e mães.

Pelo que me é dado a conhecer do Cristianinho, parece uma criança muito feliz e amada. Tem uma família alargada muito grande, com muitas crianças e não parece demasiado mimado, apesar dos milhões do pai. Recordo que ele pediu um iPhone ao pai e ele não lho deu. Se o menino lhe perguntar pela mãe (se é que não perguntou já), acredito que seja uma conversa difícil, tal como será a de um pai que tem de explicar a um filho que a mãe já morreu, que a mãe o abandonou, que a mãe está com outra família.

Para mim, o que rege estas coisas é sempre o AMOR. Por isso, defendo que pais homossexuais possam adoptar crianças, defendo que pais pobres deviam ser ajudados a ficar com os seus filhos, defendo que quem tem amor para dar deve ter a possibilidade de o fazer. O Cristiano podia ter engravidado uma gaja qualquer e pagava-lhe para ele ficar com o filho, mas preferiu fazer uma produção independente. Quantas mulheres não o fazem? O Cristiano podia ter esperado até encontrar o amor da sua vida para ter filhos com ela, mas e se esse amor nunca chegar? Havia uma possibilidade de ser pai e ele aproveitou-a. Até o admiro mais por isso. Muitos milionários não têm a preocupação de criar uma família, de ter crianças junto de si, e não vejo melhor investimento do que em filhos. A questão financeira por detrás do procedimento também não me choca. É preciso pagar para que tudo seja feito nas melhores condições possíveis. O que choca mais é até o facto de haver mulheres capazes de gerar um filho que não é seu e que nunca vai ser. Também não as julgo. Não sei o que as move, se é o dinheiro, a necessidade, ou até um acto de amor.

O Cristiano Ronaldo tem agora 3 filhos e espera o 4º com a Georgina Rodriguez. Espero que sejam todos muito felizes.

19.7.17

Quando ficamos sem chão

Os maiores sustos da vida, arrisco-me a dizer, são os que sofremos com quem mais amamos. De alguma forma, lá vamos conseguindo enfrentar as nossas adversidades, aguentamos, sofremos muito em silêncio... O pior é quando vemos os nossos em perigo. Quando tomamos consciência de que podemos ficar sem eles. Já tive alguns desses sustos e também já perdi alguém. Mas a última vez que fiquei sem chão foi no domingo passado.
Eu quase que me habituei à profissão do meu marido. Eu digo quase porque acho que nunca vou aceitá-la completamente. São inúmeras as vezes que lhe digo que queria tanto que ele fosse contabilista para estar todas as noites em casa e fora de perigo. Ele ri-se. Também já se cansou de me dizer que isso não é para ele.
Eu não sei de onde apareceu a minha ansiedade e os meus ataques de pânico, mas quase que apostava que tiveram origem no momento em que ele decidiu ser piloto de helicóptero. Passei a estar num estado de alerta permanente, sempre com medo do que possa acontecer, atenta às notícias... A minha angústia começa em Abril. Começam os treinos de preparação para a época de fogos florestais. Depois, pode ter que ir buscar um helicóptero ao estrangeiro e são uns 2 ou 3 dias a vê-lo a atravessar a Europa, sempre à espera que aterre para saber que está bem. Em Junho, começa o inferno que todos conhecemos em Portugal. Infelizmente, vivemos num país de pirómanos, malucos ou de interesses duvidosos e temos um país lindíssimo a arder durante 4 meses. Eu tento não pensar muito no que ele faz, mas o mediatismo dos incêndios em Portugal faz com que eu esteja a vê-lo muitas vezes em directo a apagar fogos!
Este domigo ele saiu como é habitual para o seu trabalho. Começou a apagar o fogo de Alijó logo às 8:30 e por lá passou a manhã toda. Às 9:30 vi o que ele andava a fazer porque a SIC Notícias estava em directo no local do incêndio. Perguntei-lhe se o helicóptero dele era o preto e, quando ele teve uma pausa, confirmou que sim. Mostrei o papá à Maria Victória e ela ficou toda orgulhosa com o seu herói e com o Tobias (o nome que ela tinha dado ao helicóptero). Partilhei mesmo este vídeo dele em directo. Por volta das 3, ele diz-me que está muito enjoado e que não vai conseguir acabar o dia. Pediu para ser substituído. Estava há horas exposto a um calor intenso, fumo e constantemente a ir buscar água à barragem para lançar logo em seguida no fogo. Essa repetição pode fazer com que fiquem zonzos. Em quase 10 anos de experiência, ele nunca tinha ficado assim. Perguntei se queria que o fosse buscar, mas recusou. Fiquei em casa a aguardar que chegasse. Vim para o jardim com a Maria Victória, ela brincou imenso na piscina, enchemos balões, foi mesmo uma tarde de domingo divertida. Tinha o telemóvel a carregar no interior e fui buscá-lo. Já tinha uma série de chamadas perdidas, mensagens e estava a receber mais chamadas. Perguntavam se estava tudo bem com o Luís Filipe e se era ele que estava no incêndio de Alijó. Tinha caído um helicóptero! Fiquei sem chão! E estava com a minha filhinha ao lado! Corri para a TV e vejo um helicóptero preto desfeito no chão. Aquele helicóptero que eu tinha partilhado de manhã estava todo destruído. Só mais tarde percebi que o piloto estava bem. A Maria Victória perguntava se o helicóptero tinha caído e eu evitava-a, ao mesmo tempo que procurava desesperadamente ter notícias verdadeiras e tentava responder a quem me pedia notícias. Agradeço aos amigos que me informaram logo que não tinha sido ele. O piloto que o veio substituir tinha caído logo na primeira saída. Foram minutos de uma aflição indescritível. Só consegui falar com ele umas 2 horas mais tarde e por breves segundos. Esteve sempre com o outro piloto e só veio para casa muito tarde. Infelizmente, houve outra família que também deve ter ficado sem chão.
Ainda não recuperei do grande susto que apanhei e vou continuar a desejar que ele enverede por uma profissão normal. É muito aflitivo saber que o pai da casa vai trabalhar 12 ou mais horas seguidas numa profissão de alto risco, muitas vezes longe de casa. Já me podia ter habituado ao fim de 10 anos, mas não quero.

3.7.17

A crise dos 3 anos

Recentemente, fui de férias com a minha filha e foi um absoluto pesadelo. Tem 3 anos. Muitos pais compreenderão, pois devem lembrar-se desta crise dos 3 anos. Já aqui tinha falado dos terríveis 2 anos e nunca pensei que o que viesse a seguir fosse ainda pior. Por favor, sosseguem-me e digam que pára por aqui!!

A minha filha é amorosa, dá-me imensos beijinhos, prefere-me a todas as pessoas, é inteligente, bem disposta, curiosa, sociável, generosa... podia continuar aqui o dia todo a falar das excelentes qualidades que eu, mãe, lhe reconheço. Mas também tem 3 anos e consegue tirar-me do sério.

Eis as belas características da crise dos 3 anos:

- Negativismo. Reage negativamente a tudo, mesmo a coisas de que sempre gostou. É que nem o suborno resulta porque já sei que vai dizer que não.

- Teimosia. Vai insistir teimosamente numa coisa, não porque a quer muito, mas porque a pediu e não pode desistir disso. Então, ficamos ali numa birra interminável porque ela quer e eu não dou, até que uma de nós cede. Habitualmente sou eu, vencida pelo cansaço, vergonha ou pressa.

- Obstinação. Directamente ligada com a anterior, mas mais direccionada para as regras. Um exemplo claro é o facto dela já há muito tempo dizer "com licença" quando arrotava ou tossir para o braço e, neste momento, é vê-la toda satisfeita a provocar arrotos e tossir descaradamente
e não dizer absolutamente nada, mesmo e sobretudo quando repreendida. Não quer saber.

- Autonomia. Quer fazer tudo sozinha, ajudar sempre... não é propriamente uma má característica, mas no meio do resto pode ser cansativo.

- Confronto. Sem qualquer motivo. Só sai do carro se for eu buscá-la. Nem avós, nem avôs, nem pai. Por vezes, recusa-se a andar e fica parada a chorar para que eu a leve ao colo. Não, não está cansada. Acho que é mesmo a necessidade de criar conflito.

- Desinteresse. Perde o interesse rapidamente, mesmo que antes adorasse aquilo. Aqui o suborno também não pega.

- Despotismo. Claramente, tenho uma déspota em casa. Arranja todos os subterfúgios para conseguir o que quer de mim. Apresenta cada argumento que eu até fico parva!

Segundo a literatura, nesta idade eles buscam a independência e autonomia e é aqui que se vivem algumas crises. É importante compreender que não se pode simplesmente punir a criança, mas deve-se tentar ajudá-la a perceber o efeito que as suas acções têm nas outras pessoas. Eu comecei por esta parte, tentava conversar com ela e não adiantou de nada. Depois, passei ao castigo e nada. Vou regressar à conversa e aplicar estas dicas que poderão ajudar durante uma situação de birra ou crise. Algumas eu já praticava, mas vou tratar de aplicar as outras já.

- Direccionar a atenção da criança para outra coisa. Vai gastar a energia que tem noutra direcção. Pode ser com um jogo ou pedir a sua ajuda para fazer alguma coisa.

- Evitar relações autoritárias ou de superproteção.

- Aplicar as mesmas regras a todos os membros da família.

- Encorajar a autonomia e independência da criança sempre que possível.

- Explicar as regras de comportamento de uma forma simples e compreensível.

- Dar mais importância a uma permissão positiva do que a uma proibição e castigo.

- Chegar a compromissos em que a criança tenha a liberdade de escolha.

- Falar com a criança como se fosse um adulto.

Esta crise tem aspectos positivos. Estas qualidades como a independência, a autonomia e o orgulho em conseguir atingir objetivos são sinais de que a criança está a desenvolver-se de forma adequada para a idade. É tudo normal, portanto!

2.7.17

Passatempo Natural Throne


Após o sucesso do meu post sobre prisão de ventre e hemorróidas e o grande contributo que este banquinho teve para a sua solução, a Natural Throne contactou-me e quer oferecer-vos um dispositivo igual ao das imagens.
Para se habilitar basta consultar este post no facebook.

- Passatempo válido até dia 09 de Julho 2017 às 23.59
- O vencedor será apurado via random.org

- Válido apenas para o Facebook

Boa sorte!!


26.6.17

Ipsis verbis

- Aquele menino tem uma pilinha?
- Tem, tem uma pilinha.
- O meu papá também tem, mas é muuuito grande.


22.6.17

Solução para a prisão de ventre II

Para além da alimentação saudável que estou a praticar, tenho outro segredo para combater a obstipação.
Já partilhei na minha página do Facebook por diversas vezes alguns artigos que dão conta da forma absolutamente errada como nos sentamos na casa de banho. Quando li pela primeira vez, também fiquei muito surpreendida. Pelos vistos, não devíamos fazer as necessidades sentados, mas sim de cócoras. Na Ásia não se sofre muito de obstipação ou hemorróidas porque eles vão à casa de banho de cócoras. Provavelmente, hoje em dia também já terão sido contaminados pelo modo ocidental de se sentar na sanita, mas a forma natural e correcta de ir à casa de banho será mesmo de cócoras. 

Faz-me lembrar a casa de banho que havia na minha escola primária, que era no chão. E, mais recentemente, as casas de banho de uma discoteca em Chaves que adoptou o mesmo género de sanitas. Convenhamos que era um bocado desconfortável, de saltos, equilibrarmo-nos para fazer um xixi de cócoras. Mas mal eu sabia que aquelas sanitas é que eram as boas! 

Image result for vaso sanitário turco

A forma como as sanitas comuns estão concebidas é para nos sentarmos em cima delas e não há muito mais a fazer. Mas, pelos vistos, há. Também li que se colocarmos um degrau sob os nossos pés enquanto estamos na sanita, isso far-nos-á assumir uma posição semelhante à de cócoras e facilitará o trânsito intestinal. Fui logo experimentar, claro. Durante algum tempo, usava debaixo dos pés o que tivesse mais a jeito na casa de banho: o cesto do lixo, o bacio da minha filha... qualquer coisa servia para elevar um pouco os pés. E não é que resultou? Resultou mesmo! Não era lá muito confortável nem estável, mas resultou. Até que encontrei recentemente, numa pesquisa sobre saúde intestinal, o NaturalThrone. E o NaturalThrone não é nada mais do que um dispositivo especialmente concebido para o efeito. Acabaram-se os degraus de improviso e o desconforto. Com este banquinho tenho os pés ao nível desejado, de forma estável, e está sempre arrumado no sítio certo. Eu uso nas minhas duas casas de banho e adapta-se a qualquer sanita, sem ocupar espaço ou afectar a decoração. Quem usar a casa de banho e não quiser usar o banquinho também não fica incomodado porque ele fica mesmo arrumadinho sem perturbar. 



Achei mesmo interessante que uns Portugueses, dos Açores, tivessem tido esta ideia fantástica. Este banquinho já mudou a minha vida. Para os mais cépticos, experimentem elevar os pés com qualquer coisa que tenham aí à mão em casa e depois digam algo, sim?

9.6.17

A primeira aula de Ballet

Acho que as bailarinas fazem parte do imaginário de qualquer menina. Fizeram parte do meu, sem dúvida, mas o ballet clássico ainda não estava tão disseminado como hoje em dia. Ainda bem que hoje qualquer criança pode aceder sem grandes investimentos a um pedacinho de sonho.
A Maria Victória gosta de tutus, dança, diz mesmo que é uma bailarina e faz piruetas. Pensei que o ballet fosse a sua praia e tratei de inscrevê-la para uma aula experimental. Talvez até seja, mas a primeira aula foi um verdadeiro desastre.
Assim que chegou à escola já estava maravilhada com aquele universo! Estava cheia de meninas (e meninos) já equipadas com as suas sapatilhas e tutus e ela adorou! Estava mesmo entusiasmada e conversou com todas enquanto também se preparava.
Entretanto, a professora chegou e levou-a para dentro. Minutos depois, voltou para me dizer que estava muito admirada com o à vontade dela, que não era muito comum. Lá fui eu embora descansada.
Uns 10 minutos depois, ligam da escola a pedir que lá fosse. Fiquei super aflita e corri para lá, porque estava mesmo ao
lado. Estava a chorar e a chamar por
mim porque tinha medo da música. Medo da música da aula de Ballet! A professora pediu-me que visse de onde vinha o trauma, que o trabalhasse e só lá para Serembro deveríamos insistir para ver se tinha passado.
Ora, ela em casa ouve música todos os dias comigo e com o pai. Música alta! Ficamos na sala a dançar os 3 como tolinhos! É certo que está na sua casa, com os pais, mas não seria motivo para ficar aterrorizada com a música.
No entanto, há uns meses, ela foi a um aniversário num daqueles espaços de festas infantis. Depois de eu ter estado por lá mais de uma hora a vigiar, mandaram-me embora, garantindo-me que me ligavam se houvesse algum problema. Quando lá cheguei, ela tinha estado a chorar debaixo de uma mesa e queixava-se do rádio, tinha medo do rádio. No dia seguinte, teve outra festa no mesmo espaço. Andou muito bem, mas a mãe do
menino que fazia anos conseguiu explicar-me de que é que ela tinha medo. Antes de irem cantar os parabéns, ligam a música e umas luzes a simular uma discoteca. Foi isso! Foi disso que ela teve medo!
Na aula de Ballet, provavelmente a música estava no mesmo volume da festa de anos e o eco provocado por uma sala ampla e vazia deve ter sido o mesmo. Foi o catalizador do medo.
Tenho mesmo muita pena que ela tenha tido este problema. Mesmo depois da primeira aula, ela ainda exibia orgulhosa os selos que lhe deram.
Vamos ver se conseguimos superar este medo até Setembro para ver se temos bailarina.

6.6.17

A minha solução para a obstipação

Imagem: Pinterest
Ser mulher é lixado! Há uma série de maleitas que têm mais incidência no sexo feminino e eu já fui premiada com algumas. Uma delas é a obstipação. A minha mãe tem, eu tenho e a minha filha também tem. Porreiro, não é?

Os meus problemas de obstipação já vêm de muito longe, mas pioraram com a idade. Procurava soluções milagrosas e, sobretudo, rápidas, mas nunca tive um trânsito intestinal normal. Os laxantes e outras alternativas instantâneas não são saudáveis e podem até trazer outro tipo de problemas.
Na gravidez, outro facto de risco, a obstipação agravou-se e até ganhei hemorroidas como consequência. Eu tomava farelo, ameixas, Laevolac e, ainda assim, nada!

De novo, não fazia isto de forma regular, por isso não é possível esperar resultados. Simplesmente não vai resultar. A solução é bastante simples: seguir um estilo de vida e alimentação saudáveis. Parece complicado com os nossos ritmos de vida, não é? Pois, parece, mas não é. Assim que começamos a ver o nosso corpo a transformar-se já não temos vontade de regressar à “má vida”.
Eu já segui um estilo de vida muito saudável há uns anos e que me fez perder 10 kg. Durante uns 7 ou 8 anos mantive o peso e não havia sinais de obstipação. Não me custou nada, garanto-vos. Mas depois a vida mais desacelerada, mas mais ocupada, a gravidez e a criança trouxeram-me uma nova realidade. Eu simplesmente não tinha tempo para planear refeições, para beber água, para me exercitar, para cuidar de mim. As prioridades da minha vida mudaram todas: 1º filha, 2º trabalho para sustentar a filha, 3º o resto, 100º eu. Horas a fio sem comer, refeições hipercalóricas, medicação e pouco exercício trouxeram-me de volta os kgs que eu nunca quis e, necessariamente, a obstipação. E como bónus pedras na vesícula.

Até estava a lidar bem com os kgs a mais, mas não consegui aceitar a doença. A iminência de uma cirurgia, o risco de ter uma doença grave, as dores, a possibilidade da minha filha ficar sem mim fizeram-me tomar a decisão. Há mais ou menos dois meses que não toco em açúcar, comida processada, gorduras, refrigerantes, álcool …

A primeira coisa que o meu corpo fez foi desinchar. Depois começou a funcionar como devia.
A solução não é um medicamento xpto, não é aquela fruta esquisita que vem de um país tropical, não é o iogurte ou queijo cheio disto ou daquilo. É muito mais simples e provavelmente até existe no vosso frigorífico ou na mercearia mais próxima. Ah… e é muito mais barato.

Há um guia fantástico que ensina a lidar com a prisão deventre sem laxantes e essas tretas. Para além de uma barriga lisinha, vão conseguir viver mais e melhor. Está cheio de dicas boas e simples, acessíveis a todos.

27.5.17

Mudar de casa

Mudámos de casa há 3 semanas. De lá para cá tem sido uma loucura.
Já mudei muuuuitas vezes de casa. A maior parte delas quando andava na faculdade. Era apenas eu e meia dúzia de coisas. 8 anos, 1 criança, 2 gatos e 3 andares de uma casa cheia de tralhas é outro nível.
Foram dias a transportar coisas de lá para cá e, no dia D, uma empresa de mudanças foi tratar do mais pesado, com ajuda de uma grua. Os gatos esconderam-se durante todo o processo. A criança estava entusiasmada, mas notava-se a estranheza de ver os espaços a ficar vazios. Ao fim do dia, a tarefa terrível de levar os gatinhos para a nova morada. Nesse momento, reparei que me tinham empacotado também a caixinha transportadora e já tinha ido no camião. Só me restava uma que me tinham emprestado para levar os dois gatos e eles recusavam-se a estar no mesmo espaço. Uma foi na caixinha e o outro foi ao colo e solto no carro. Entre arranhadelas e uma fuga, chegaram a salvo à nova casa. Como ainda havia muita confusão e gente estranha na casa, eles ficaram num espaço sozinhos até estarmos só nós. Tinham água e comida, mas ficaram escondidos de tão assustados que estavam.
À noite, a minha filha pediu-me para ir para casa. Expliquei que esta era agora a nossa casa, mas nos dias seguintes ainda se mantinha tudo muito confuso. Se, até este dia, a preocupação era enfiar tudo o que era possível em caixas e sacos... agora, a preocupação era desfazermo-nos dessas mesmas caixas e sacos. Parecia que nunca mais acabavam. Os armários enormes começavam a ficar cheios, mas o chão dos quartos continuava apinhado. Eu arrumava e arrumava e não se via serviço nenhum.
Antes da mudança aproveitei para dar imensa roupa, sapatos, televisões... Durante as arrumações, foram mais 3 sacos. Acredito que nos próximos tempos consiga livrar-me de mais coisas. É um excelente exercício de desapego.
Os gatos, para minha surpresa, adaptaram-se muito bem. Refugiavam-se nos quartos onde tínhamos as nossas coisas e o nosso cheiro e, aos poucos, lá começaram a explorar a casa. Acho que já se sentem bem aqui.
A filhota agora gosta tanto da casa nova que nunca quer sair daqui. Tem sido um castigo... Tem espaço, tem jardim onde pode correr descalça, pode ser mais livre. Tem sido óptimo. E desde que aqui chegou que tem dormido toda a noite. Sim, ao fim de 3 anos consigo dormir uma noite inteira.
Eu tinha muitas, muitas reservas. Sair do centro da cidade e regressar a uma aldeia ao fim de tantos anos parecia assustador. Ir habitar uma casa com mais de 200 anos era esquisito. Não me conseguia esquecer de todas as pessoas que já teriam aqui vivido. Também para mim tem sido uma agradável surpresa. Sinto-me mesmo bem aqui. Tenho vizinhos porreiros e fomos muito bem acolhidos. Já me ofereceram ovos, cerejas, alfaces... E estou a literalmente 5 minutos do centro da cidade.
Espero que consigamos ser felizes aqui.

19.4.17

3 anos de Maria Victória

A Maria Victória fez 3 anos. Já não consigo perceber se passou depressa ou devagar. Foram 3 anos muito intensos, muito felizes, muito esgotantes, muito cheios de Maria Victória. A Maria Victória deixou de ser bebé, apesar de eu lhe chamar bebé e ela gostar de fingir que é um bebé. É uma delícia acordar com ela todos os dias, sempre bem-disposta e feliz. É um privilégio vê-la crescer com saúde, rodeada de gente que a ama,

Este ano, o aniversário calhou na segunda-feira depois da Páscoa. Apesar de andar tudo enjoado com as amêndoas da Páscoa, tinha que haver um bolinho para a princesa. A festa será mais para o fim do mês. No ano passado, o tema da sua festinha foi o Panda e não é que ela quer o Panda outra vez! Logo agora que já tenho tudo preparado para o Mickey e a Minnie virem dar-lhe os parabéns na festa... A solução foi fazer um bolinho simples, com o Panda, só para apagar as velas. Ela adorou tudo! Ela contenta-se com tão pouco e é tão feliz com quase nada... É perfeita!